Reino Unido segue Austrália e planeja banimento total de redes sociais para menores de 16 anos
O Reino Unido tornou-se o mais recente país a adotar uma postura rigorosa em relação à presença de menores no ambiente digital. O Primeiro-Ministro Keir Starmer anunciou oficialmente que o governo planeja implementar um banimento total do uso de redes sociais para jovens com menos de 16 anos. A medida, que pode entrar em vigor já no início do próximo ano, coloca o país em uma trajetória semelhante à adotada recentemente pela Austrália.
A proposta de Starmer não se limita apenas ao acesso às plataformas de redes sociais. O pacote de medidas inclui restrições abrangentes para garantir a segurança dos menores, como o bloqueio de interações com estranhos em jogos online, a proibição de transmissões ao vivo (livestreaming) sem supervisão e restrições severas ao uso de chatbots com temáticas sexuais ou românticas.
Durante a coletiva de imprensa que revelou a nova política, Starmer foi enfático sobre os riscos percebidos: “Do nós realmente acreditamos que as redes sociais criam um ambiente feliz para nossas crianças? Nós realmente acreditamos que é um lugar onde elas podem se sentir seguras? Eu não acho que preciso responder a essas perguntas, preciso?”, questionou o Primeiro-Ministro.
O cenário no Brasil
É importante destacar que, no momento, não existe qualquer legislação ou proibição equivalente no Brasil que limite o acesso de menores a redes sociais em nível nacional. Embora a proteção de dados de crianças e adolescentes seja um tema recorrente na agenda regulatória do país — com foco constante em políticas de proteção social e combate ao trabalho infantil, conforme reforçado pelos serviços do portal Gov.br —, o governo brasileiro foca primordialmente em diretrizes de educação digital e controle parental, em vez de um banimento total das plataformas.
A discussão global sobre a segurança infantil na internet levanta questões complexas sobre os limites da tecnologia. Assim como discutimos em outros setores da infraestrutura digital, como no caso da eficiência hídrica em data centers, o equilíbrio entre inovação tecnológica e responsabilidade social permanece sendo um desafio central para legisladores em todo o mundo.
Conclusão
A iniciativa do Reino Unido reflete uma preocupação crescente de diversas nações sobre o impacto psicológico e social das interações online na formação de crianças e adolescentes. Enquanto o debate se intensifica na Europa e na Oceania, o desenrolar das políticas britânicas servirá como um termômetro para outros países, que seguem observando os desdobramentos técnicos e jurídicos dessa possível implementação antes de definirem suas próprias estratégias de regulamentação digital.
Via: The Verge

