Algumas escolas em Londres testam tecnologia de realidade virtual para aliviar o estresse pré-exame e dificuldades de aprendizado dos alunos.

Compartilhar

Escolas no Reino Unido utilizam realidade virtual para aliviar o estresse dos alunos

Escolas no Reino Unido estão implementando a realidade virtual (VR) como ferramenta para ajudar estudantes a lidar com a pressão de exames, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e dificuldades em casa. Um projeto piloto envolvendo 15 escolas no distrito de Sutton, em Londres, utiliza headsets VR fabricados pela empresa Phase Space.

A iniciativa, conduzida em colaboração com o serviço de saúde mental local, permite que os alunos acessem programas VR da Phase Space em horários agendados ou em momentos de crise, como quando se sentem sobrecarregados durante as aulas. Os programas têm duração de 7 minutos e visam proporcionar um ambiente imersivo que auxilie no relaxamento, na recuperação da confiança e no retorno ao aprendizado.

Zillah Watson, co-criadora da Phase Space e ex-chefe de VR da BBC, explica que o objetivo do projeto é auxiliar estudantes que se sentem “sobrecarregados e ansiosos”. A Ark Academy, localizada no norte de Londres, também está utilizando os headsets. A vice-diretora responsável por ética, Alisha Nidam, relata que o foco principal é atender alunos com problemas sociais, emocionais, de saúde mental, TDAH ou ansiedade.

Segundo Nidam, o uso é mais comum pela manhã, ajudando alunos que se sentem descontrolados devido a mudanças na rotina, problemas familiares, falta de café da manhã ou dificuldades interpessoais. Ela observa que o sistema tem reduzido a necessidade de remover alunos da sala de aula devido a crises emocionais, e que muitos agora buscam proativamente a VR para se acalmarem.

Em um teste inicial com 10 escolas, 90% dos alunos relataram uma diminuição imediata do estresse após o uso dos headsets. Além disso, a implementação do programa resultou em melhorias na frequência escolar, no comportamento e na redução da ansiedade relacionada a exames e avaliações.

A estudante de 16 anos, Lola Wilson, compartilha sua experiência positiva: “No começo, você está em um quarto vazio, e a luz vai diminuindo até que você se sinta quase na escuridão, mas há luzes que vêm em sua direção. É difícil explicar, mas a experiência é muito legal. É como estar em outro lugar, onde você pode relaxar. Eu costumava ter medo de exames. Agora não tanto. Era a coisa que mais me assustava. Quando me sinto assim, uso o headset, e ele me ajuda a lidar com meus sentimentos em relação aos exames.”

Nidam ressalta que o sistema de saúde mental infantil e juvenil na Inglaterra está sobrecarregado, e a VR pode ser uma forma acessível e eficaz para as escolas apoiarem seus alunos. Em Ark Academy, os alunos mais jovens acham o programa de 7 minutos particularmente útil para esvaziar a mente, manter o foco e a atenção. Eles relatam melhora na autodisciplina e na capacidade de seguir instruções, sentindo-se mais calmos e com o pensamento mais claro.

Andy Bell, CEO do Centro de Inteligência em Saúde Mental, destaca a importância de soluções digitais para apoiar a saúde mental de crianças e adolescentes nas escolas, enfatizando o impacto positivo que as escolas podem ter no bem-estar dos alunos.

A crescente demanda por soluções inovadoras em educação pode impulsionar o desenvolvimento de tecnologias como a realidade virtual, oferecendo novas ferramentas para o suporte emocional e o aprendizado dos alunos. Para saber mais sobre as últimas tendências em tecnologia, confira esta matéria sobre uma startup chinesa de robótica.

A utilização de tecnologias como a inteligência artificial também está transformando a forma como interagimos com a tecnologia. Veja este artigo sobre agentes de IA.

A implementação da realidade virtual em escolas demonstra um potencial promissor para o apoio à saúde mental dos alunos, oferecendo uma ferramenta complementar aos recursos tradicionais e contribuindo para um ambiente escolar mais acolhedor e eficaz.


Via: IT之家

Deixe um comentário

Tec Arena