1000 dólares por pessoa ao ano: EUA planejam criar fundo de riqueza de IA de 7 trilhões de dólares

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Bernie Sanders propõe projeto de lei para taxar gigantes da IA em 50% e criar fundo soberano nos EUA

O cenário da inteligência artificial nos Estados Unidos pode sofrer uma mudança drástica. O senador Bernie Sanders apresentou, na última terça-feira (18), o projeto de lei intitulado “US AI Wealth Fund Act”. A proposta visa combater o monopólio das grandes corporações de tecnologia, permitindo que a população americana participe diretamente dos lucros gerados pelo avanço da IA.

O mecanismo da proposta: Taxação e Propriedade Pública

A espinha dorsal do projeto é a implementação de um imposto único de 50% sobre as ações das maiores empresas de IA do país. Estes ativos seriam transferidos para um novo Fundo Soberano de Riqueza, gerido por um comitê independente composto por sete membros — indicados pelo presidente e confirmados pelo Senado. O objetivo é que o governo detenha 50% da propriedade dessas companhias, conferindo ao fundo poder de voto e veto em decisões estratégicas que possam prejudicar o interesse público.

Estima-se que o fundo alcance um valor de mercado de aproximadamente US$ 7 trilhões. Caso o projeto avance, Sanders calcula que uma distribuição anual de dividendos de 5% poderia resultar em um repasse superior a US$ 1.000 (cerca de R$ 5.400 na conversão direta) por cidadão americano a cada ano. O senador defende que o capital acumulado poderia financiar áreas vitais como saúde, educação e habitação.

Disponibilidade e Impacto no Brasil

É importante ressaltar que este é um projeto de lei restrito ao cenário político e econômico dos Estados Unidos, não possuindo qualquer vínculo ou aplicação direta no Brasil. Embora o setor tecnológico nacional acompanhe de perto as discussões globais sobre regulação, o mercado brasileiro segue focado em outras frentes, como o desenvolvimento de infraestrutura e o uso de chips de última geração, a exemplo de inovações recentes como o novo console portátil Claw 8 EX AI+ da MSI, que ilustra o crescimento do hardware otimizado por IA.

Segurança e Riscos

O projeto estabelece que a responsabilidade por eventuais desvalorizações no mercado de ações de IA permanece com as empresas, sem garantias ou subsídios por parte do governo federal. Sanders argumenta que a inteligência artificial é fruto de um esforço coletivo de conhecimento humano e, por isso, não deveria ser monopolizada por um grupo restrito de oligarcas da tecnologia. A iniciativa se inspira em modelos de fundos soberanos já existentes em países como Noruega e em regiões como o Alasca.

Enquanto o debate sobre a ética e a economia dos dados continua a crescer, o mercado observa movimentos de consolidação, como o recente anúncio de que a Elastic concordou em comprar a DeductiveAI para fortalecer suas soluções corporativas. O desdobramento dessa proposta de Sanders ainda é incerto, dependendo de complexas negociações no legislativo americano e da resistência dos grandes players do setor de tecnologia.

A tramitação desse projeto de lei abre um precedente importante para a discussão sobre a distribuição de renda na era da automação. Independentemente de sua aprovação, o debate coloca em evidência o equilíbrio necessário entre o incentivo à inovação privada e a busca por um retorno social que acompanhe o ritmo da evolução tecnológica.


Via: IT之家

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