Consumidores estão dispostos a pagar mais por lagosta capturada com tecnologia sem cordas, aponta estudo.

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Consumidores pagariam mais por lagostas capturadas com tecnologia sustentável, aponta estudo

A sustentabilidade está cada vez mais presente nas decisões de compra, e o setor pesqueiro pode ser o próximo a sentir esse impacto. Uma nova pesquisa conduzida pela Universidade do Maine, nos Estados Unidos, revelou que os consumidores estão dispostos a pagar um valor extra por lagostas capturadas com tecnologias que reduzem o risco de emaranhamento de baleias.

A tecnologia em questão utiliza métodos de pesca “sem cabos” (ropeless), eliminando as cordas verticais que costumam ficar na coluna d’água e que representam um perigo real para grandes mamíferos marinhos. O estudo foi liderado por Qiujie “Angie” Zheng, professora associada de análise de negócios na Maine Business School, e constatou que, ao serem informados sobre o bem-estar animal, os clientes aceitam pagar, em média, US$ 3,42 a mais por um sanduíche de lagosta produzido com esse método consciente.

O cenário no Brasil

É importante destacar que essa tecnologia específica de pesca sem cabos ainda não é uma realidade operacional ou comercial no mercado brasileiro. A indústria pesqueira nacional de crustáceos segue métodos tradicionais, e não há, até o momento, iniciativas em larga escala para a implementação desse sistema de rastreabilidade voltado à preservação da fauna marinha local. Portanto, o impacto no preço final que vemos nos EUA ainda é um fenômeno distante para o consumidor brasileiro.

A evolução das práticas sustentáveis, no entanto, é um tema que atravessa diversas áreas da ciência e do cotidiano humano. Enquanto biólogos investigam como o organismo humano se adapta a condições extremas — como vimos em humanos que desenvolveram um estranho superpoder digestivo nos Andes —, a indústria busca formas de mitigar o impacto ambiental em setores essenciais para a economia global.

Tecnologia a favor da biodiversidade

O estudo da Universidade do Maine sublinha como a transparência e a educação do consumidor são pilares fundamentais para transformar mercados. A disposição de pagar mais por produtos sustentáveis sugere uma mudança no comportamento do comprador, que passa a valorizar não apenas a qualidade do alimento, mas também o método ético por trás da sua obtenção.

Essa busca por inovações que protegem ecossistemas lembra o esforço contínuo da ciência em observar o ambiente ao nosso redor, seja através de novas ópticas em telescópios avançados ou de novas metodologias de captura no oceano. A adoção de tecnologias de pesca mais seguras representa, portanto, um ponto de interseção entre a preservação ambiental e a economia de mercado.

A viabilidade de expandir tecnologias de pesca sem cabos depende agora de um balanço entre os custos operacionais, a disponibilidade da tecnologia e a aceitação contínua por parte do consumidor. O debate sobre até que ponto o valor ético deve se refletir no custo final do produto segue em aberto, conforme novos estudos continuam a monitorar a evolução dessa preferência no mercado internacional.


Via: Phys.org – latest science and technology news stories

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