Ladrões de iPhone podem lucrar até 800 dólares a mais se roubarem aparelhos desbloqueados.

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O perigo nas ruas: cresce o número de roubos de iPhones por criminosos em bicicletas elétricas

Nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais comum o registro de uma modalidade específica de crime: o roubo de iPhones por indivíduos utilizando scooters e bicicletas elétricas. A estratégia dos criminosos é simples, porém eficaz: abordar pedestres distraídos em vias públicas, arrancando o aparelho das mãos da vítima enquanto passam em alta velocidade.

O principal motivo para a popularização desse método é a busca por dispositivos desbloqueados. Para o mercado ilegal, um iPhone que já está em uso e sem travas de segurança possui um valor de revenda significativamente maior — podendo chegar a uma diferença de US$ 800 (aproximadamente R$ 4.000 em conversão direta) em comparação a um aparelho bloqueado pelo ID Apple ou pelo modo perdido.

O cenário no Brasil

Embora a prática tenha sido relatada com frequência em grandes metrópoles internacionais, essa modalidade de roubo também é uma realidade preocupante nas capitais brasileiras. O uso de bicicletas e motocicletas para abordagens rápidas é um desafio constante para a segurança pública local. É importante ressaltar que, embora a Apple ofereça ferramentas robustas de segurança, como o “Buscar iPhone” e o bloqueio de ativação, o dispositivo desbloqueado no momento do roubo permite que criminosos acessem dados sensíveis antes que o proprietário consiga realizar o bloqueio remoto.

Enquanto a tecnologia avança para proteger os dados do usuário, o mercado de componentes de reposição e peças originais continua sendo o motor que alimenta esse tipo de crime. Recentemente, surgiram rumores sobre novos desafios técnicos nos painéis de futuros modelos da Apple, o que reforça a atenção da empresa em relação à durabilidade e segurança do hardware.

Dicas de segurança para o dia a dia

Além das proteções nativas do iOS, especialistas em segurança digital sugerem sempre manter o código de bloqueio ativado e evitar o uso do aparelho em locais isolados ou de grande circulação de veículos. Para quem acompanha as inovações do setor, vale lembrar que, no futuro, a inteligência artificial poderá desempenhar um papel fundamental em tornar nossos dispositivos ainda mais inteligentes e preparados para situações de risco, antecipando necessidades de proteção antes mesmo do usuário perceber a ameaça.

A segurança dos dispositivos móveis continua sendo um tema de amplo debate entre fabricantes e usuários. Enquanto a Apple aprimora constantemente seus mecanismos de defesa e criptografia, a cautela individual e a consciência sobre os riscos em ambientes públicos permanecem como medidas complementares importantes para a preservação tanto do hardware quanto das informações pessoais contidas nele.


Via: 9to5Mac

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