O mito do “calos solar”: Por que a desinformação sobre protetor solar viraliza no TikTok
Recentemente, a newsletter Optimizer, assinada por Victoria Song para o The Verge, trouxe à tona uma preocupação crescente: o aumento de conteúdos no TikTok que desencorajam o uso de protetor solar. Influenciadores têm difundido teorias perigosas, como a construção de uma suposta “tolerância” ao sol ou o uso de dietas ricas em antioxidantes como barreira contra queimaduras. A ciência, contudo, é taxativa: não existe tal “calos solar” biológico.
A realidade da fotoproteção
Especialistas reforçam que a quantidade correta de produto é frequentemente negligenciada. A recomendação padrão é utilizar cerca de um quarto de colher de chá apenas para o rosto, aumentando para meia colher de chá ao incluir o pescoço. O uso diário é uma das formas mais eficazes de prevenir danos celulares, sejam eles causados por luzes artificiais ou radiação solar direta.
No mercado brasileiro, a conscientização sobre o uso de dermocosméticos de marcas como La Roche-Posay, Vichy e Sallve é alta, com produtos amplamente disponíveis em farmácias como a Droga Raia. Embora existam diversas opções de FPS no país, a eficácia de qualquer produto depende exclusivamente da aplicação correta e constante.
Ciência, tecnologia e hábitos
A disseminação de mitos na internet muitas vezes ignora evidências científicas robustas. Assim como fenômenos geológicos que alteram nosso planeta, como a movimentação das placas tectônicas após o terremoto de 2011 no Japão, a proteção da pele é um campo pautado por estudos empíricos e observáveis. Da mesma forma que usuários de tecnologia reavaliam seus hábitos digitais, como trocar dispositivos complexos por opções mais simples, a rotina de cuidados com a pele deve ser encarada com pragmatismo.
Conclusão
O debate sobre a fotoproteção continua a evoluir, impulsionado tanto por avanços tecnológicos na formulação de produtos quanto por novas correntes de pensamento nas redes sociais. A decisão final sobre quais hábitos adotar permanece individual, cabendo ao consumidor ponderar entre as diversas informações disponíveis e as recomendações de profissionais da saúde antes de alterar sua rotina de cuidados diários.
Via: The Verge

