Passar óleo em discos de Xbox e lamber para pular fases: as bizarrices da comunidade internacional de speedrun são expostas

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Bizarro: jogadores de speedrun usam gordura corporal para quebrar recordes em ‘Bob Esponja’

No mundo dos speedruns, onde milissegundos separam a glória do esquecimento, a criatividade dos jogadores costuma ultrapassar os limites do hardware. Um caso curioso, relatado recentemente pelo portal Tom’s Hardware, mostra como fãs de Bob Esponja: O Abismo da Diversão (Battle for Bikini Bottom) descobriram que, por vezes, a tecnologia precisa de uma “ajudinha” bem peculiar: sujeira e gordura corporal.

A busca pelo console ideal

O título, um clássico cult de plataforma, é um dos favoritos na comunidade de speedrun. O Xbox original sempre foi a plataforma preferencial para a modalidade devido aos tempos de carregamento ligeiramente mais curtos em comparação com o PlayStation 2 e o Nintendo GameCube. No entanto, nem todo Xbox é igual. Como a Microsoft utilizou diferentes fabricantes para os leitores de disco ao longo das revisões do console, jogadores como SHiFT e Zim gastaram horas testando combinações de leitores, cabos e chips para encontrar a unidade que oferecia a menor latência.

O método “Lag Chip”: a arte de sujar o disco

A descoberta central reside no uso de um glitch chamado “Lag Chip”. Ao pausar e despausar o jogo freneticamente, o leitor óptico é forçado a realizar buscas constantes pela música do menu, gerando um atraso (lag) que permite pular seções inteiras do jogo. O que os jogadores descobriram é que, ao aplicar oito marcas radiais de gordura e suor em formato de pétalas no disco, o leitor óptico encontra a resistência perfeita para disparar o erro propositalmente sem travar o sistema.

O recordista mundial, conhecido como “swagmasterdoritos”, validou a técnica com um método ainda mais rudimentar: lamber o disco e limpá-lo de forma estratégica com a fronha de um travesseiro. Embora inusitado, o resultado mostra como a precisão técnica pode caminhar lado a lado com gambiarras inusitadas.

O estado atual da comunidade

Vale ressaltar que, embora fascinante, essa prática é cada vez menos comum. A comunidade de speedrun atual tem migrado para métodos digitais ou emuladores por razões práticas. Além da controvérsia ética sobre “danificar” discos originais que, em muitos casos, já são itens de colecionador e não possuem mais suporte oficial da Microsoft no Brasil ou em outros mercados globais, o método é extremamente instável.

A constante evolução tecnológica, seja em custos com IA ou em otimizações de hardware, continua a moldar como interagimos com os jogos clássicos. Se hoje a tendência é o uso de ferramentas de automação e códigos-fonte, não podemos ignorar o legado dos jogadores que, com um pouco de engenhosidade e até substâncias orgânicas, conseguiram extrair o máximo do que o hardware da década de 2000 tinha a oferecer. É um lembrete interessante de que, independentemente da era, a busca pelo recorde perfeito sempre encontrará caminhos inusitados.


Via: IT之家

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