Meta Quest 3 vai ao espaço: headsets VR ganham nova missão na Estação Espacial Internacional
A exploração espacial está ganhando um novo aliado tecnológico. A Meta anunciou recentemente uma parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA) para enviar dois headsets Meta Quest 3 para a Estação Espacial Internacional (ISS). O objetivo principal é auxiliar os astronautas no treinamento de caminhadas espaciais antes das missões externas oficiais.
O histórico de XR no espaço
Vale ressaltar que o Quest 3 não é o primeiro dispositivo de realidade estendida (XR) a visitar a órbita terrestre. Desde 2015, a tecnologia tem sido testada em microgravidade: a Microsoft enviou o primeiro HoloLens para assistência remota de engenharia, a Oculus disponibilizou o Rift em 2017 para estudos de neurociência, e a HTC levou o Vive Focus 3 em 2023 para auxiliar na saúde mental dos tripulantes, permitindo que visualizassem vídeos em 360 graus da Terra para reduzir o estresse do isolamento prolongado.
O desafio da microgravidade e a solução do Quest 3
O maior problema para dispositivos VR no espaço é o rastreamento. Normalmente, os headsets utilizam unidades de medição inercial (IMUs) com acelerômetros para detectar a gravidade e definir o que é “chão”. No espaço, essa referência não existe, o que causava deriva nos modelos anteriores. Projetos passados exigiram modificações complexas, como o uso de âncoras externas de controle no HTC Vive.
Desta vez, a Meta optou por uma abordagem via software. A equipe de engenharia adaptou o “Travel Mode” (Modo de Viagem) do Quest 3 para ignorar completamente os dados do acelerômetro, baseando todo o posicionamento espacial apenas no rastreamento visual das câmeras. Importante notar que, embora o Meta Quest 3 seja amplamente comercializado globalmente, esta versão específica de firmware e suporte para uso espacial não está disponível para o consumidor final no Brasil.
O futuro nas missões lunares
Com os planos da humanidade de retornar à Lua na década de 2030, a expectativa é que bases lunares contem com a próxima geração desses dispositivos como padrão. Além de ferramentas de treinamento, o setor acredita que a tecnologia XR será essencial para melhorar a qualidade de vida e a produtividade de astronautas em missões de longa duração.
Para quem se interessa por tecnologia de ponta e novas formas de interação digital, vale acompanhar como esses avanços em hardware podem filtrar para o uso cotidiano. Se você busca entender como o mercado de dispositivos portáteis está evoluindo, confira as comparações recentes sobre tecnologias vestíveis em nossa análise sobre dispositivos de monitoramento de saúde, ou veja as últimas novidades sobre experiências imersivas em consoles.
A integração de headsets de realidade virtual em ambientes de pesquisa científica reforça o papel da tecnologia como um suporte multidisciplinar. Resta observar como a evolução do hardware, nos próximos anos, permitirá que essa experiência se torne ainda mais intuitiva tanto para profissionais em missões extremas quanto para usuários domésticos ao redor do mundo.
Via: IT之家

