iFixit desmonta falsos Apple Watch Ultra 3, AirPods Max 2 e AirPods Pro 3

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iFixit revela o que há por dentro das falsificações chinesas de produtos da Apple

O distrito de Huaqiangbei, em Shenzhen, na China, é mundialmente conhecido como um epicentro de tecnologia e também de cópias. Recentemente, a equipe do iFixit visitou o local e adquiriu modelos “genéricos” — ou melhor, falsificações — que prometem replicar dispositivos ainda nem lançados ou recém-anunciados, como o Apple Watch Ultra 3, AirPods Max 2 e AirPods Pro 3.

Ao levar os aparelhos de volta ao estúdio para uma desmontagem completa, a equipe pôde analisar a engenharia interna (ou a falta dela) por trás desses dispositivos que tentam se passar por produtos da marca da maçã. Vale ressaltar que, oficialmente, esses modelos sequer existem no catálogo atual da empresa, e esses dispositivos falsificados não possuem qualquer garantia ou suporte no Brasil.

Design e Construção Interna

A primeira grande constatação do iFixit é o abismo técnico entre os produtos originais da Apple e os seus correspondentes chineses. Enquanto a Apple investe em miniaturização extrema e integração de placas de circuito impresso (PCB) densas, as falsificações encontradas utilizam componentes genéricos de baixo custo. O espaço interno muitas vezes é preenchido com pesos metálicos para simular a sensação de “produto premium” que o peso confere ao segurar um dispositivo original.

Além da estrutura, a qualidade dos materiais e das soldas apresenta riscos significativos, algo que difere drasticamente dos Mini PCs modernos ou de periféricos de alta performance que costumamos ver em testes mais rigorosos no Tec Arena.

Desempenho e Tecnologia

No quesito desempenho, os “clones” falham em replicar os protocolos de conexão sem fio proprietários da Apple, como o chip H2. Em vez disso, utilizam módulos Bluetooth genéricos que oferecem latência instável e qualidade de áudio inferior. É um cenário muito diferente do que observamos quando analisamos hardwares de ponta, como o Logitech G512 X 98, onde a integração entre software e hardware é pensada para uma experiência otimizada.

As baterias encontradas nos dispositivos desmontados também chamaram a atenção pela falta de proteção térmica adequada e pelo uso de células com capacidade muito abaixo da rotulada nas embalagens externas, confirmando a natureza puramente estética das cópias.

Considerações Finais

A análise realizada pelo iFixit nos permite observar a grande diferença entre o desenvolvimento de hardware tecnológico legítimo e o mercado de cópias. Embora o valor de aquisição desses itens em Shenzhen seja significativamente menor, a ausência de normas técnicas, a falta de segurança nos componentes internos e a imprecisão no desempenho final são pontos que definem a experiência do usuário. Como sempre, a escolha por produtos originais reflete um investimento em longevidade e padrões globais de qualidade que dispositivos fabricados sem esse rigor técnico dificilmente conseguem alcançar.


Via: 9to5Mac

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